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Tecnologia de neuronavegação é utilizada com sucesso em cirurgia no Hospital da Cidade

Método pouco utilizado no Brasil, a neuronavegação permite localizar um tumor cerebral e trata-lo de forma isolada em procedimentos cirúrgicos. A equipe de neurocirurgia do Hospital da Cidade de Passo Fundo realizou no sábado (16) a primeira cirurgia utilizando o navegador cirúrgico. 

 

A tecnologia permite à equipe de cirurgiões, localizar e atuar em áreas profundas do cérebro com menor risco de lesões ao paciente “ganha-se em precisão. Ao invés de se dissecar uma parte a mais do cérebro que não precisava,  o profissional sabe exatamente aonde está pra ressecar apenas a lesão tumoral. A chance de ocorrer um déficit neurológico pela manipulação cirúrgica diminui” explica o neurocirurgião do HC Paulo Mesquita Filho.

 

Em um procedimento cirúrgico tradicional para retirada de tumor cerebral, os médicos realizam uma exposição óssea ampla para identificar o local da lesão. A neuronavegação permite uma exposição precisa do local operado, minimizando os efeitos provocados pela remoção do tumor. Este tipo de cirurgia de alta complexidade é um importante avanço para qualificação dos serviços prestados pela instituição “A lesão que o paciente apresentou é considerada comum, porém como não dispomos desta tecnologia no dia a dia, muitas vezes realizamos um tratamento que não é o ideal, utilizando o que está a nossa disposição, conforme nosso sistema de saúde permite” destaca Paulo.

 

O neurocirurgião explica que este não é um procedimento padrão em nível nacional “como a lesão estava em uma área importante do cérebro do ponto de vista funcional, precisamos saber exatamente até onde podemos ir na cirurgia. E isso, muitas vezes não se consegue determinar no campo cirúrgico então utilizamos a neuronavegação. Este aparelho mostra na tela, através do exame do paciente, o ponto onde o cirurgião está.” O neuronavegador Inav Medtronic, utilizado durante a cirurgia no Hospital da Cidade, realiza projeções tridimensionais através de imagens de exames de ressonância magnética ou tomografia computadorizada. Estas projeções permitem ao cirurgião saber exatamente os limites da lesão e as áreas do cérebro a serem respeitadas.

 

Uma equipe composta por seis profissionais, coordenada pelos neurocirurgiões Alex Roman e Paulo Mesquita Filho, realizou o procedimento. 


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