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Inteligência artificial ajuda a salvar vidas no Hospital de Clínicas

O Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo adquiriu uma plataforma de inteligência artificial, que auxiliará no cuidado ao paciente, identificando de forma antecipada os sinais de agravamento do quadro clínico, através do monitoramento de sinais vitais e exames clínicos.

 

Chamada de “Robô Laura”, esta tecnologia é utilizada para a detecção de Sepse – conhecida popularmente como infecção generalizada –, além de outras deteriorações clínicas. “O Hospital de Clínicas já tem um protocolo institucional de sepse bem implantado. O uso desta tecnologia vai trazer o refinamento do processo, com diagnósticos cada vez mais precoces.” avalia a médica infectologista do Hospital de Clínicas, Dra. Clarissa Giaretta Oleksinski, responsável pelo Protocolo de Sepse desenvolvido na instituição.

 

Esta ferramenta utiliza recursos tecnológicos aliados à inteligência artificial, reconhecendo pacientes em risco de forma mais rápida que os protocolos convencionais. “O uso da inteligência artificial através do Robô Laura vai permitir aos nossos profissionais e colaboradores a identificação precoce de sinais que predizem a piora clínica do paciente, gerando agilidade no atendimento e melhores desfechos.” salienta a médica infectologista. Além dos benefícios aos pacientes, esta ferramenta potencializa a eficiência operacional e assistencial, qualificando o cuidado. 

 

Os índices de mortalidade por sepse no Brasil são considerados alarmantes, chegando a 65% dos casos, enquanto a média mundial é de 40%.  Segundo o ILAS (Instituto Latino Americano da Sepse) apenas 27% dos médicos conseguem diagnosticar a sepse de maneira precoce. “Os sinais de sepse (aumento da frequência cardíaca e respiratória, febre, alterações no hemograma, diminuição do volume de urina e rebaixamento do nível de consciência) são comuns a várias patologias. Quando o quadro infeccioso não é muito claro, pode haver dúvida no diagnóstico a sepse. E quando há dúvidas no diagnóstico, as medidas cabíveis podem não ser tomadas, o que certamente culmina com a deterioração clínica do paciente e até possibilidade de evolução ao óbito.” explica a especialista.

 

O Robô Laura utiliza inteligência artificial para analisar os resultados clínicos e enviar alertas em tempo real aos profissionais médicos. “O Robô Laura trabalha especificamente com a identificação de sepse (infecção generalizada). Habitualmente, quando iniciamos um protocolo de sepse, o paciente já está em franca piora clínica. O Laura tem a capacidade de cruzar sinais vitais minimamente alterados e exames laboratoriais anormais e emitir alertas para a equipe, sinalizando que aquele paciente tem chance de deterioração clínica.” pontua Dra. Clarissa. No Rio Grande do Sul, esta tecnologia é utilizada em apenas um hospital de Porto Alegre, totalizando menos de dez instituições em todo o Brasil. O Robô Laura será implantado definitivamente após a conclusão da fase de testes no Hospital de Clínicas, que já está em andamento.

 

Sepse – diagnóstico precoce salva vidas

 

Conhecida popularmente como infecção generalizada, a sepse é a principal causa de morte nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e uma das principais causas de mortalidade hospitalar tardia, superando o infarto do miocárdio e o câncer, de acordo com o Instituto Latino Americano de Sepse.  Evidências estatísticas desde a implantação do Robô Laura no Brasil revelam a redução em sete horas no tempo médio de internação do paciente e 25% de redução da mortalidade. Até agora, mais de 12 mil vidas foram salvas através da ferramenta, e 2,5 milhões de pacientes tiveram dados clínicos analisados.

 

Natieli Batistela| Assessoria de Imprensa HC 


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